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UFSB completa um ano em atividades remotas

  • Escrito por Heleno Rocha Nazário
  • Publicado: Quinta, 18 de Março de 2021, 17h31
  • Última atualização em Quinta, 18 de Março de 2021, 18h04
  • Acessos: 665
Com a declaração de emergência de saúde pública devido à pandemia de Covid-19, em março de 2020, a Universidade Federal do Sul da Bahia teve de interromper as aulas e realizar as atividades administrativas em home office.  Medida semelhante foi adotada pelas outras 68 universidades federais e 41 institutos federais do país, que ainda permanecem com atividades mediadas por tecnologia, conforme mostra o painel de Monitoramento das Instituições de Ensino do MEC. Esse movimento não significou inação, muito pelo contrário: o ritmo de trabalho e estudo foi muito mais intenso. 
Hoje18 de março, data em que a Portaria nº 163/2020 completa um ano, preparamos um breve balanço das atividades realizadas em 2020 na universidade.  Por motivos de extensão do texto, todos os assuntos que tenham sido abordados em notícias do portal UFSB serão referenciados em links. Matérias posteriores sobre esse balanço das atividades em 2020 vão abrir espaço para gestores detalharem números e ações e falarem sobre as suas experiências.
 
Universidade teve atividade intensa mediada pela tecnologia em 2020
 

A interrupção das aulas, qualquer que seja o motivo e a quantidade de carga horária em haver, gera um novo planejamento para a retomada e a recuperação desse tempo de atividade. Como a covid-19 não tem prazo certo para encerrar, os cálculos foram complexos. Tendo em vista fatores como as condições de acesso digital dos estudantes, a condução das medidas governamentais contra o contágio, o nível de adesão popular às precauções informadas pelos órgãos de saúde e a complexidade do processo de ensino e aprendizagem em um formato não-presencial, a UFSB se esforçou para preparar uma retomada com o máximo de cuidado possível. A instituição conseguiu encontrar formas de manter as atividades mesmo sem o contato presencial que tanto marca as aulas e o trabalho acadêmico e administrativo. É a contribuição da UFSB para preservar a sua comunidade acadêmica no momento intenso e doloroso da pandemia em 2021.


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A necessidade do distanciamento social não impediu a reconexão da comunidade acadêmica, como verificado no Conex, na SNCT e no CIPCI em 2020

Aulas na tela

Enquanto as atividades letivas estavam interrompidas e o cenário dava sinais de que a covid-19 seria um problema mais duradouro do que se esperava, os setores administrativos seguiram trabalhando com a maior parte das equipes no home office, enquanto se planejava uma retomada das aulas com o apoio das tecnologias de informação e comunicação. Diversas medidas de adaptação do trabalho foram implementadas, incluindo todos os setores administrativos, mantendo os processos vitais da UFSB em funcionamento. No sentido de pensar a volta às aulas com mediação tecnológica, a gestão pesquisou o grau de acesso digital de estudantes e docentes. Foi com esse panorama que as pró-reitorias de Ações Afirmativas (Proaf) e de Tecnologia da Informação e Comunicação (Protic) desenharam e realizaram iniciativas conjuntas com a finalidade de dar condições para discentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica participarem do ensino mediado pela tecnologia. com empréstimo de computadores da universidade, subsídio para aquisição de equipamentos e empréstimo de chips 4G, via participação no programa Aluno Conectado, do Mec. Como resultado dessas medidas, 235 notebooks foram emprestados mediante termo de responsabilidade, 878 chips 4G foram distribuídos, 202 auxílios para acesso à internet e 300 subsídios para aquisição de equipamentos foram concedidos a estudantes dos três campi, atendendo a veteranos e ingressantes, sempre com base em chamadas públicas e comprovação das condições para prestação do apoio.

A UFSB participou do Congresso Andifes, no mês de junho, com a participação da reitora e vice-presidente da Andifes, professora Joana Angélica Guimarães da Luz, como conferencista na abertura do evento. Além, mesas-redondas sobre as ações do Comitê Emergencial da UFSB, estabelecido em 20 de março de 2020, e os planejamentos na pesquisa e na extensão, bem como uma atenção especial ao modelo de ensino com mediação tecnológica que a universidade propôs para retomar as aulas, abriram espaço de debate e construção coletiva sobre o período de excepcionalidade do momento.

Na sequência, o Seminário UFSB em Rede: Educação, Políticas, Virtualidades, realizado em agosto, foi ao mesmo tempo a atividade preparatória para a primeira semana de aulas e o espaço de refinamento das discussões, com conferências e palestras totalmente online sobre temas como o ensino mediado por tecnologia, dificuldades de comunidades tradicionais, arte, ciência, cultura e educação. A preparação permitiu a retomada do quadrimestre letivo 2020.1 em 17 de agosto, e da Semana de Acolhimento do quadrimestre 2020.2 no formato virtual, para reconectar a comunidade e continuar a programação letiva com segurança. Esses eventos foram essenciais para organizar a reconexão entre setores, cursos, professores, servidores e estudantes, após a interrupção das atividades acadêmicas em março.

Outros desenvolvimentos na área de Ensino em 2020 foram a reformulação da Formação Geral, ajustando a carga horária para permitir que estudantes cursem componentes curriculares mais relacionados às suas opções de Segundo Ciclo; a continuidade do trabalho de aproximação com a Educação Básica, com oferta de cursos de formação continuada a docentes que lecionam nos Complexos Integrados de Educação, cursos do Programa de Formação de Docentes e fortalecimento dos programas de Iniciação à Docência e à Residência Pedagógica; a criação de dois novos Colégios Universitários em Eunápolis e Posto da Mata.

Novidades continuaram durante a pandemia

A construção da universidade continuou em muitas frentes. Onze novos cursos de Segundo Ciclo foram propostos, apreciados e aprovados pelo Conselho Superior: os bacharelados em Produção Cultural, em Mídia e Tecnologia e em Políticas Públicas, os três ligados ao Centro de Formação em Políticas Públicas e Tecnologias Sociais; e o bacharelado em Engenharia de Aquicultura e Recursos Hídricos, no Centro de Formação em Ciências Agroflorestais, em Itabuna; os bacharelados em Engenharia Civil, em Gestão Ambiental e em Mídias Digitais, todos no Centro de Formação em Desenvolvimento Territorial, e o bacharelado em Biomedicina, ligado ao Centro de Formação em Ciências da Saúde (CFCS), em Teixeira de Freitas; e os bacharelados em Engenharia Sanitária e Ambiental no Centro de Formação em Ciências Ambientais (CFCAm), em Gestão Pública e Social, no Centro de Formação em Ciências Humanas e Sociais (CFCHS),  e em Jornalismo, no Centro de Formação em Artes (CFA), em Porto Seguro. Com ofertas de vagas previstas para a entrada direta via Sisu e para os editais de ingresso no Segundo Ciclo, destinados aos concluintes de cursos de Primeiro Ciclo da universidade, essas graduações ampliam as alternativas para formação de novos profissionais na região Sul da Bahia.

A relação da UFSB com a sociedade sulbaiana vai se aperfeiçoar ainda mais com as novidades na área de interação da academia com empresas. Em junho, o Consuni aprovou resoluções para consolidar a Política Institucional de Inovação e Empreendedorismo da UFSB (11/2020), regulamentar a relação jurídica da instituição com sociedades empresárias (12/2020) e organizar critérios para compartilhamento e permissão de uso da infraestrutura e do capital intelectual da universidade (13/2020) em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). A normatização segue a legislação mais recente no tema e possibilita acordos de parceria externa, uma modalidade acessível para investimento em projetos que visem criar novos produtos e tecnologias, com potenciais benefícios para empresas e a sociedade em geral.

Em setembro, foi publicada a Resolução nº 21/2020, que cria a Incubadora de Empresas de base tecnológica da UFSB e em dezembro foi aprovada a Resolução nº 34/2020, que trata da criação da Incubadora de Tecnologias Sociais e Economia Solidária do Sul e Extremo Sul da Bahia (Itesba/UFSB). Esses avanços durante o período de trabalho remoto foram possíveis pelo esforço prévio e pela adaptação das equipes responsáveis às contingências. Enquanto a primeira incubadora seguirá o modelo já bem conhecido de fomento à criação de empresas que desenvolvem tecnologias inovadoras, a Itesba focaliza a criação de empreendimentos dedicados a obter impacto social pela solução de problemas em comunidades em situação de vulnerabilidade, desenvolvendo relações inovadoras e inclusivas de trabalho e geração de renda.

bloco pedagogico cpf01construção da infraestrutura própria da Universidade também prosseguiu em 2020. De acordo com a Diretoria de Infraestrutura da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Propa), as medidas de biossegurança foram adotadas quando foi permitida a retomada gradual das atividades presenciais, protegendo a saúde dos trabalhadores em cada canteiro de obras. No entanto, como efeito da pandemia nas cadeias produtivas, as construtoras relataram ter encontrado dificuldades para aquisição dos insumos. 

No campo da Internacionalização, a cargo da Assessoria de Relações Internacionais, o impacto da pandemia afetou a mobilidade de docentes e discentes no mundo, o que levou o setor a concentrar foco em iniciativas como a formalização de novos três convênios com instituições estrangeiras (elevando o total de acordos de cooperação para 23) e cursos online oferecidos em parceria com instituições de ensino de outros países para preparação para as provas TOEFL, de História e Cultura do Líbano e de Introdução à Cultura Chinesa, dentre outras ações de internacionalização virtual. Outras novidades foram a criação e estruturação do Comitê de Política Linguística da UFSB e a reinserção no programa Inglês Sem Fronteiras.

Um dos setores essenciais para a realização das atividades remotas, a Pró-Reitoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Protic) atuou conjuntamente na provisão de recursos para que docentes e estudantes pudessem retomar as aulas, mas não parou por aí. Diversas melhorias ajudaram a melhorar o acesso da comunidade acadêmica e dos setores administrativos a recursos de TIC, como melhoria da rede interna entre os campi e da velocidade de acesso na Rede CUNI, a implementação da plataforma Nuvem UFSB de compartilhamento de documentos, a criação da Política de Segurança da Informação e estabelecimento de coordenação dedicada ao tema e o aperfeiçoamento de sistemas para diferentes tarefas administrativas, da avaliação de desempenho à gestão de turmas e atividades no Moodle, dentre várias outras ações realizadas em 2020.

 

Projetos e melhorias

Se o ensino passou pela aclimatação à mediação pela tecnologia, a pesquisa, a extensão e a pós-graduação também se ajustaram à realidade pandêmica.

No caso da pós-graduação, uma boa notícia foi a retomada das aulas mediadas pela tecnologia nos cursos stricto sensu (mestrado e doutorado) já existentes. Em 2020 a UFSB teve as aprovações, pela Capes, do PPG em Saúde, Ambiente e Biodiversidade (PPGSAB) e do PPG em Mestrado Acadêmico em Ciências e Sustentabilidade. A expectativa é que as aulas dos novos programas iniciem em 2021. Outra novidade foi a aprovação pela Capes da junção com o PPG-SAT da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), nos moldes da parceria estabelecida entre a UFSB e o Instituto Federal Baiano (IFBA) para a criação e manutenção do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Ambientais (PPGCTA). Assim, a instituição saltou de cinco cursos em nível de mestrado em 2019 para oito em 2020. 

Tendo em vista a decisão da Capes de cancelar a submissão de propostas de cursos novos no biênio 2020-2021, a expansão da oferta de pós-graduação está suspensa por enquanto. A formulação de novos cursos, entretanto, pode seguir nesse período. A  definição de rotinas e fluxos claros na Diretoria de Pós-Graduação, novas bolsas de mestrado e doutorado, o aumento do número de PPGs e do apoio financeiro aos cursos, bem como a concessão de auxílio emergencial aos pós-graduandos em situação de vulnerabilidade social são outros destaques nessa área da universidade.

 

Pesquisa

Na sua área, a Diretoria de Pesquisa, Criação e Inovação (DPCI/PROPG) relatou os números obtidos em 2020. Em termos de projetos de pesquisa, 195 propostas foram cadastradas no SIGAA para o ciclo 2020/2021, com execução de mínima de 12 meses a partir de abril do ano passado. Como esforço para contribuir no avanço dos estudos sobre o novo coronavírus, seis projetos de pesquisa sobre covid-19 foram cadastrados, também com execução mínima de 12 meses a contar de abril

Já a respeito do Programa de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação (PIPCI), o ciclo 2019-2020 teve registros de 57 bolsas apoiadas pela UFSB com recursos próprios, nas modalidades de iniciação científica (IC) e de iniciação tecnológica (IT); 18 bolsas apoiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) para IC e 14 bolsas financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), nas modalidades de IC e IT. 

Os eventos a cargo da DPCI também foram mantidos e adaptados, levando o Congresso de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação (CIPCI) e as atividades locais da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia para as transmissões, com os eventos gravados para consulta no Auditório Virtual da UFSB, no YouTube. Essas decisões contribuíram para que discentes e docentes reestabelecessem parte da convivência acadêmica, como o compartilhamento dos conhecimentos desenvolvidos e dos resultados dos esforços de diferentes projetos. 

 

Extensão

Já no campo da Extensão universitária, a pandemia e o fato da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) ter sido criada recentemente não impediram o estabelecimento de objetivos e a realização de muitas atividades. Coordenações de programas e projetos extensionistas ajustaram as ações em função do novo contexto, empregando as redes e a observância dos protocolos de biossegurança. A Proex, por seu turno, manteve o esforço para ampliar e fortalecer a conexão da academia com as comunidades externas.

Uma das ações do setor é estruturar a curricularização da extensão na universidade. Trata-se de agregar ao currículo dos cursos ações e projetos de extensão, integrando esse pilar universitário na formação de novos profissionais. É um processo que visa articular ensino, pesquisa e extensão de fato, e um bom resumo da discussão foi feito pela própria equipe da Proex em post no seu site.

Como resposta à própria pandemia de Covid-19, e atendendo demanda por ajuda de comunidades vulneráveis, a Proex também desenvolveu e coordenou a Campanha UFSB Solidária, que concentrou doações em dinheiro e de projetos de extensão para entrega às pessoas mais atingidas pelas restrições e pela doença. A última entrega foi feita em fevereiro, quando a campanha foi encerrada.

Mesmo em um ano difícil, com a necessidade de restringir a mobilidade para reduzir o contágio afetando o contato com as comunidades externas - a característica essencial da extensão - a UFSB desenvolveu 49 projetos de extensão em 2020. A estimativa de alcance das ações extensionistas está em 34.045 pessoas, número que deve ser atualizado quando da conclusão e apreciação dos relatórios de projetos.  

Desses 49 projetos, conforme dados da Proex, 16 foram pensados para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia. Enquanto 14 desses projetos foram apoiados pelo edital Prosis 07/2020, voltado para o tema, dois outros foram apoiados no regime de fluxo contínuo, incluindo atividades em campos como as Artes, Comunicação, Direito, Saúde e Tecnologia da Informação e Comunicação, dentre outras. Os números da Proex informam que 48 docentes, 115 discentes, seis servidores técnicos e 38 integrantes externos à UFSB atuaram nos 14 projetos de extensão fomentados pelo edital 07/2020. Os dados parciais mostram que o alcance dos projetos voltados ao combate do novo coronavírus chegou ao total de 31.644 pessoas. Essa abrangência pode ser maior, devido ao fato de que há relatórios em fase de apreciação.

Abrangendo projetos ligados ou não ao enfrentamento da covid-19, o Programa de Extensão em Rede "Tecer o Comum" abarca as atividades de extensão em geral, o que inclui as que não têm relação direta com a pandemia, mas que continuam sendo executadas mesmo com os limites impostos pelo isolamento. A partir do acompanhamento sistemático e da divulgação das ações, o Programa pretende estimular soluções extensionistas entre o corpo técnico, discente e docente da UFSB e criar espaços de diálogo sobre as possibilidades da extensão universitária frente aos desafios apresentados nos territórios do Sul e Extremo Sul da Bahia. Concluindo os destaques, a Proex manteve a programação do II Congresso de Extensão e Cultura (II CONEX) com as transmissões abertas ao público em geral no canal do Auditório Virtual da UFSB no Youtube, registrando inclusive aumento na participação, o que indica que a experiência forçada pelo isolamento social deixa alguns indícios de mudanças positivas.

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