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Evento debateu soluções integradas para recuperação dos rios de Itabuna

  • Publicado: Terça, 17 de Julho de 2018, 16h33
  • Última atualização em Terça, 17 de Julho de 2018, 16h33
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A Diretoria de Sustentabilidade da Pró-Reitoria de Sustentabilidade e Integração Social da Universidade Federal do Sul da Bahia (PROSIS/UFSB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) protagonizaram o evento Soluções Integradas para salvar os rios de Itabuna, realizado na manhã do dia 12, no auditório da Superintendência Sul da Bahia da CEF.

O objetivo do encontro foi apresentar os projetos de recuperação das microbacias hidrográficas de Itabuna que vêm sendo realizados pela UFSB, a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e a EMASA, definir estratégias de gestão integrada e participativa dos recursos hídricos de Itabuna e identificar fontes de financiamento que possam fortalecer e garantir a continuidade das ações iniciadas.

Valerie Nicollier, Diretora de Sustentabilidade e Integração Social da UFSB, falou da motivação e dos objetivos do encontro e iniciou sua apresentação com o Projeto Microbacia-Escola: a criação de espaços intersetoriais de aprendizagem para a gestão participativa e integrada de bacias hidrográficas.

O projeto surgiu no contexto de elaboração do Plano Executivo de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira (2016-2017) e consta no site da Secretaria Estadual do Meio Ambiente SEMA-INEMA como uma das estratégias de recuperação de microbacias urbanas no âmbito do Cachoeira, sendo Itabuna considerado espaço para implantação do piloto. 

Foram apresentadas diversas ações já realizadas pela UFSB com recursos próprios, desde 2016, no “projeto piloto do piloto” desenvolvido na Bacia Hidrográfica do Rio Jacaré,  afluente do Rio Cachoeira que nasce em Barro Preto e passa nas proximidades do Campus Jorge Amado, sede da Reitoria da UFSB. Valerie enfatizou a importância dos principais parceiros que vêm atuando no projeto desde o início, tais como EMASA, UNIME e Secretaria de Sustentabilidade Econômica e Meio Ambiente de Itabuna.

A Diretora de Sustentabilidade e Integração Social fez um histórico das ações realizadas no entorno do Rio Jacaré, destacando o envolvimento e compromisso crescente de pessoas e entidades, muitas das quais presentes à ocasião.  Dentre os principais conceitos que ancoram o projeto, Valerie enfatizou o de segurança hídrica, que visa ao equilíbrio, à harmonia e à paz em torno da água no contexto das mudanças climáticas intensas que vivemos.

Ainda conforme a servidora da UFSB, a ideia, agora, é “celebrar acordos de cooperação e elaborar um plano de trabalho conjunto entra as universidades públicas, que precisará ser integrado às ações da EMASA e do Poder Público e fomentado com recursos específicos.” Para ela, o desafio maior é integrar restauração florestal nas margens dos rios e promover o saneamento deles.

Além disso, pontuou a educação como grande nó a ser trabalhado: “Só limpar não adianta. Precisamos saber por que a população joga o lixo.” Nesse sentido, o desafio é “encontrar formas de institucionalizar ações integradas e garantir sua continuidade sem depender exclusivamente de pessoas, mas de instituições.”

Na sua opinião, um Programa Interinstitucional pode ser uma das saídas para o impasse que sempre é a continuidade, mesmo das boas ideias. Nesse contexto, lembrou da importância de trabalhar em parceria com a Educação Básica, envolvendo professores e alunos das escolas municipais e estaduais.

 

 

 

 

Parcerias

Após a apresentação de Valerie Nicollier, o professor Maurício Santana Moreau, da UESC, expôs o projeto-piloto Bacia do Rio Água Branca, parte do Programa de Humanização da Bacia do Rio Cachoeira.

O professor Moreau pontuou as dificuldades de se trabalhar fora do ambiente acadêmico, referindo-se a uma experiência desenvolvida no Salobrinho, nas adjacências do Campus da UESC.

O professor lamentou a perda de identidade dos rios nas áreas urbanas da região de Itabuna, alegando que “os rios passam a ser vistos como esgotos, como problemas.” Divulgou diversas ações já realizadas e criticou o excesso de burocracia. Aludiu também a questões legais que entremeiam processos, destacando a necessidade de promoção de ações de mobilização com as comunidades e com o poder público municipal.

A fala mais contundente, que assombrou os presentes, foi o resultado de pesquisas já finalizadas na UESC, que comprovaram, “nos pontos onde foram feitas análises da água, que não há água doce em Itabuna, apenas água salobra ou esgoto.”

Em seguida, o engenheiro da EMASA, Alfredo Oliveira Melo, também apresentou as ações desenvolvidas e as intervenções previstas nas duas bacias hidrográficas onde ocorrem os projetos-pilotos das universidades. Em relação à recuperação dos rios urbanos, ele disse que “esse tipo de vontade, se a gente se unir, faz. Antes me sentia sozinho, hoje não me sinto mais, sei que posso ter esperança.”

Roberto Celestino Alves Sales, do Setor de Habitação da CEF, demonstrou aos presentes que há recursos disponíveis para projetos como os apresentados. De acordo com ele, a questão é saber localizá-los e ter pessoal técnico para concorrer, por meio de projetos e editais.

Nos momentos finais da reunião, o Pró-Reitor de Extensão da UESC, professor Alessandro Fernandes de Santana, lembrou a contribuição da professora Maria Luzia, coordenadora do Instituto e do Fórum das Águas, na luta pela questão hídrica na região, ressaltando que “a obrigação da UFSB, da UESC e das faculdades privadas é, no futuro bem próximo, levar capacitação técnica aos municípios menores da região.”

Compareceram ao evento representando a Caixa Econômica Federal o gerente regional, o gerente de habitação, o gerente da agência Rio Cachoeira, além de servidoras técnicas.

Também prestigiaram a reunião a Secretária Municipal de Assistência Social, que estava acompanhada de servidoras, representantes da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMASA), a representante do Instituto do Meio Ambiente, membros do Rotary Club, do Lyons Clube, da Polícia Rodoviária Federal, estudantes de Psicologia da UNIME, da Associação de Municípios da Região Cacaueira da Bahia (Amurc), dentre outras autoridades.

Representaram a UFSB os docentes Fernando Soares e Cáscia Suassuna, além de Coordenadores de Convênios e Projetos.

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