Professor da UFSB dirige série documental sobre ciência brasileira na Antártica e no Ártico
A ciência produzida por pesquisadoras e pesquisadores brasileiros nos extremos do planeta é o tema da série documental Paralelo 60: a ciência brasileira nos extremos do planeta, dirigida pelo professor Leandro Silva Lopes, recém-ingresso no Centro de Formação em Políticas Públicas e Tecnologias Sociais (CFPPTS) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).
Disponível na plataforma Minas Play, da Rede Minas, a produção acompanha expedições científicas brasileiras realizadas na Antártica e no Ártico, revelando pesquisas que contribuem para a compreensão das mudanças climáticas, da biodiversidade, da saúde ambiental e de temas estratégicos para o futuro da humanidade.
Com 13 episódios de 26 minutos, a série apresenta não apenas os resultados científicos, mas também o cotidiano de pesquisadoras e pesquisadores que atuam em ambientes extremos. A narrativa percorre laboratórios, embarcações, estações científicas e atividades de campo, abordando temas como microbiologia, biotecnologia, oceanografia, geologia, saúde única, fauna marinha e cooperação científica internacional.
Um dos eixos centrais da série é o trabalho desenvolvido pelo projeto MycoAntar, coordenado pelo professor Luiz Henrique Rosa, da UFMG, que investiga fungos e micro-organismos polares com potencial de aplicação na medicina, agricultura e indústria. A partir dessa pesquisa, a produção amplia o olhar para uma extensa rede de cientistas e instituições brasileiras que atuam nos polos.
Embora os cenários retratados pareçam distantes da realidade brasileira, o professor destaca que os estudos realizados nas regiões polares ajudam a compreender fenômenos que afetam diretamente a população afirmando que "Estudar os polos não é estudar algo distante de nós. É estudar o futuro das cidades costeiras, das chuvas, dos oceanos, da agricultura, da saúde e dos modos de vida no Brasil".
Ciência, audiovisual e universidade pública
Para o docente, o audiovisual possui um papel fundamental na aproximação entre a sociedade e a produção científica desenvolvida nas universidades: “O audiovisual tem uma força muito particular: ele transforma conhecimento em experiência. Muitas vezes, a ciência chega à sociedade por meio de artigos, relatórios, gráficos, números e conceitos técnicos. Tudo isso é fundamental, mas nem sempre consegue tocar o público mais amplo. A imagem e o som criam uma ponte sensível". O desafio, segundo Leandro, era tornar tudo compreensível para o público sem perder o rigor científico e sem transformar a pesquisa em algo simplificado demais.
Agora, na UFSB, o professor pretende fortalecer projetos que integrem comunicação, audiovisual, pesquisa e extensão. Entre seus objetivos estão a formação de estudantes capazes de produzir narrativas comprometidas com a circulação do conhecimento científico e com o fortalecimento da universidade pública.
Onde assistir
A série Paralelo 60: a ciência brasileira nos extremos do planeta está disponível na plataforma Minas Play, da Rede Minas. Os episódios são lançados semanalmente, às terças-feiras, às 22h.
A produção também compartilha conteúdos de bastidores e divulgação por meio do perfil @paralelo60_extremosdoplaneta no Instagram.

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