Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Últimas Notícias > Covid-19 > Comitê Emergencial publicou a 23º edição do boletim semanal sobre covid-19 no Sul da Bahia
Início do conteúdo da página

Comitê Emergencial publicou a 23º edição do boletim semanal sobre covid-19 no Sul da Bahia

  • Escrito por Heleno Rocha Nazário
  • Publicado: Terça, 01 de Setembro de 2020, 19h42
  • Última atualização em Terça, 01 de Setembro de 2020, 19h51
  • Acessos: 866

capa boletim cec19 23O Comitê Emergencial de Crise da Pandemia de Covid-19 publicou o 23º Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia nesta terça-feira (1º). O boletim semanal apresenta dados relacionados ao período observado entre 22 e 28 de agosto de 2020 nos territórios do Sul e Extremo Sul do estado da Bahia, com os seguintes destaques:

-->Análise do panorama semanal nos municípios do Sul e Extremo Sul: Do total de 250.977 casos e 5.243 óbitos confirmados na Bahia, 27.829 casos (11,1%) e
576 óbitos (11,0%) são de residentes em municípios onde a UFSB tem Unidade Acadêmica (UA) e/ou colégio universitário (CUNI), um incremento de 3.828 casos (15,9%) e 93 óbitos (19,3%) em relação ao acumulado da semana anterior (24.001 casos e 483 óbitos).
Quanto ao risco de adoecer por COVID-19, apenas Porto Seguro (1.659,9/100 mil hab.) e Nova Viçosa (1.007,5/100 mil hab.) apresentaram Coeficiente de Incidência (CI) inferior à média estadual (1.687,5/100 mil hab.), enquanto todos
os demais apresentaram risco de infecção superior à taxa nacional (1.803,6/100 mil hab.), com destaque para os municípios de Itabuna (4.673,0/100 mil hab.), Ilhéus (3.345,1/100 mil hab.) e Itamaraju (2.853,3/100 mil hab.). No intervalo de 21 a 28/08, excetuados Ilhéus (-12,0%), Itamaraju (-0,9%) e Ibicaraí (0,0%), os demais municípios apresentaram variação positiva da incidência (número de casos novos na semana de 22 a 28/08 maior do que na semana de 15 a 21/08), tendo sido a variação de 46,9% na média dos municípios onde a UFSB tem UA ou CUNI.
Destaque-se o aumento observado em Itabuna (113,5%), Coaraci (77,3%) e Eunápolis (58,1%).

Quanto ao risco de morrer por COVID-19 (Tabela 1, à página 5, e Gráfico 6, abaixo),
Ilhéus (119,5 óbitos/100 mil hab.), Itabuna (86,8 óbitos/100mil hab.) e Ibicaraí (59,9 óbitos/100 mil hab.) apresentaram coeficientes de mortalidade (CM) superiores à taxa nacional (56,6/100 mil hab.), enquanto Itamaraju (40,3/100 mil hab.), Teixeira de Freitas (41,1/100 mil hab.) e Santa Cruz de Cabrália (32,4/100 mil hab.) apresentaram CM inferiores à média nacional, mas superiores à média estadual (35,3 /100 mil hab.). Os demais municípios apresentaram risco de morrer igual (Coaraci) ou inferior à média estadual. A despeito da variação negativa observada em Ibicaraí (-80,0%) e Santa Cruz de Cabrália (-100,0%), na média os municípios apresentaram variação positiva de 86,0% no número de óbitos ocorridos na semana de 22 a 28/08 na comparação com a semana de 15 a 21/08, com destaque para o aumento observado em Ilhéus (571,4%), Teixeira de Freitas (133,3%) e Porto Seguro (55,6%).
Veja mais detalhes do período observado no boletim.

-->Recomendações para a região: 

A recomendação para os governos se mantém a mesma: adoção de medidas de redução de fluxo de pessoas, ampliação da oferta de leitos de UTI, políticas emergenciais de mitigação dos efeitos sociais da pandemia e máxima transparência na divulgação das informações relativas à epidemia e à capacidade do SUS de atendimento à população (número de leitos clínicos e de UTI para Covid-19 disponíveis e ocupados), cuja falta de transparência impede uma avaliação precisa da oportunidade e adequação das medidas de flexibilização que estão atualmente em curso. Recomenda-se aos médicos muita cautela na prescrição da cloroquina ou da hidroxicloroquina, tendo em vista o risco de efeitos colaterais graves (principalmente arritmia cardíaca) se em associação com um macrolídeo (azitromicina).
Recomenda-se a todos os indivíduos a manutenção das medidas de higiene, do auto-isolamento domiciliar e a utilização de máscaras faciais (caseiras) sempre que precisar sair de casa.

--> Mapeando iniciativas de enfrentamento:

  • O Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica P au Brasil (NEA-PB), por meio do projeto de pesquisa e extensão “Desenvolvimento Socioambiental para a Agricultura Familiar (DSAF)”, realizou mais uma ação de enfrentamento da pandemia e mitigação de suas consequências junto às famílias em situação de vulnerabilidade social na região. No mês de agosto foram entregues 200 cestas básicas para as famílias integrantes do projeto, com o intuito de promover a segurança alimentar e sanitária da comunidade. Com as atividades de campo suspensas desde março, a equipe de extensionistas responsável pelo projeto está articulando o desenvolvimento de Unidades Demonstrativas de Produção (UD) nas Associações atendidas, para que a produção seja multiplicada nas comunidades, fortalecendo a segurança alimentar e nutricional das famílias. Em comunicado emitido pela coordenação do projeto, a equipe do DSAF informou tem consultado as lideranças das associações para que o desenvolvimento das ações considere as necessidades das famílias. O projeto é coordenado pela professora Gabriela Narezi, do Centro de Formação em Ciências Ambientais (CFCAm), do Campus Sosígenes Costa. Confira outras ações de enfrentamento da pandemia e mitigação de suas consequências já realizadas pela equipe NEAPB e DSAF na Edição nº 09 do Boletim.
  • O projeto “Audiolivres: literatura, corpo e acessibilidade” realizará, na próxima sexta-feira (04), mais uma live temática. O tema da roda de conversa será “O mundo da pessoa com deficiência – desafios e conquistas das associações” e contará com participação de Everaldo Neris (Associação Baiana de Cegos), Luciene Oliveira (Associação das Pessoas com Deficiência de Porto Seguro) e Uallas Macedo (estudante da UFSB com deficiência visual). A atividade ocorrerá a partir das 18h e será transmitida pelos perfis do projeto:  InstagramFacebook e Youtube.

 

-->Recomendações de prevenção:  

A Organização Mundial da Saúde (OMS)  divulgou comunicado reconhecendo as evidências de possibilidade da reinfecção, embora ela não seja comum, e destacou a importância de sequenciar e documentar essas informações, mas sem esquecer de verificar o nível de população versus casos até o momento relatados/ verificados de reinfecção pelo vírus Sars-CoV-2. Lembrou ainda, que isso não significa que as vacinas em fase de testagem serão ineficazes. Comprovações como essas podem trazer implicações epidemiológicas e clínicas que precisam ser analisadas com cautela pelas autoridades de saúde e apontam para a necessidade de mantermos e reforçarmos medidas preventivas e de higiene das mãos, etiqueta respiratória, uso de máscaras e distanciamento social. Veja mais detalhes sobre as recomendações no boletim.

 

Documento relacionado

Boletim nº 23 do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia (01/09/2020)

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página