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PROAF realiza estudo sobre a presença de mulheres na UFSB

  • Publicado: Segunda, 08 de Março de 2021, 15h44
  • Última atualização em Terça, 09 de Março de 2021, 10h26
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As mulheres conquistaram por meio de muita luta o acesso a educação, e em decorrência disto, nas últimas décadas tem ocupado a maior parte das vagas do ensino superior por todo o país. Contudo, essa presença acaba sendo majoritariamente ligada a cursos da área de Educação e Saúde e ainda reduzida em cursos ligados às Ciências Exatas. Para compreender o quadro local, a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf) da UFSB realizou estudo e publicou nesta segunda, 08 de março, Nota Técnica apresentando a ocupação de vagas por mulheres nos cursos profissionalizantes (2º ciclo) da instituição durante os anos de 2019 e 2020.

Em 2018, a UFSB publicou a Resolução Consuni nº 10, que estabelece que os Centros de Formação deverão adotar vagas supranumerárias para mulheres em cursos que tenham apenas homens selecionados em seus processos. Em observância a este instrumento específico de ação afirmativa, a Coordenação de Políticas de Promoção da Diversidade (CPPD) da PROAF apresenta, além da análise da ocupação de vagas, um conjunto de recomendações que possam contribuir no alcance dos objetivos políticos e acadêmicos que deram origem a proposição deste dispositivo.

O objetivo fundamental da nota passa também pela possibilidade dos dados apurados servirem de importante referência para estimular a adoção de outras medidas, recomendadas na publicação, que venham a potencializar a presença de mulheres nas universidades, sobretudo nas ciências exatas, contribuindo para a diversidade na produção de conhecimento acadêmico.

Em números gerais, a presença de mulheres no corpo discente da UFSB é pouco acima da metade. A superioridade numérica, contudo, não retira a necessidade de atentar para a importância de produzir maiores estímulos simbólicos que potencializem o interesse e a presença de candidatas mulheres. Naquelas áreas em que os estudos do campo de gênero e ciência apontam maior reforço de estereótipos e práticas androcêntricas, é necessário que o corpo docente, por meio dos colegiados de curso, promovam estratégias de divulgação direcionadas às mulheres.

Levando em consideração as últimas entradas de estudantes, a cada dez novas matrículas no segundo ciclo, seis são de mulheres. Chama atenção, particularmente, a presença feminina na área das Engenharias. A média nacional aponta uma ocupação de pouco mais de 37% das vagas por mulheres, enquanto na UFSB, a média está em torno de 50% do corpo discente nas últimas entradas.

Segundo Sandro Ferreira, Pró-Reitor da PROAF, “apesar dos dados nacionais, que apontam um crescimento proporcional de mulheres mesmo nas ciências exatas, a reprodução de estereótipos de gênero em algumas áreas de conhecimento ainda persistem, e impactam inclusive na capacidade destas áreas em produzir conhecimentos científicos que reconheçam direitos e saberes próprios das mulheres. Portanto, a avaliação destes estudos, e de suas expressões no cotidiano acadêmico da UFSB, passa a ser uma tarefa central para que os objetivos de inclusão e promoção da diversidade definidos em nossos documentos e resoluções sejam alcançados”.

A íntegra do documento pode ser lida nesse link: https://ufsb.edu.br/proaf/publicacoes-proaf/notas-tecnicas/avaliac-a-o-sobre-a-adoc-a-o-de-vagas-supranumera-rias-para-mulheres-inciso-ii-do-art-3o-da-resoluc-a-o-10-2018

 

Texto - PROAF

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