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PROAF desenvolve ações para pessoas trans

  • Publicado: Sexta, 19 de Fevereiro de 2021, 14h42
  • Última atualização em Sexta, 19 de Fevereiro de 2021, 14h42
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A população trans se constitui em um dos grupos que mais são submetidos a situações de vulnerabilidade e violência na sociedade brasileira. Violências diversas, físicas e verbais, falta de acolhimento familiar, dificuldade no acesso à educação e uma série de restrições fazem com que a expectativa de vida das pessoas trans no Brasil seja de apenas 35 anos. Sensível a essa realidade e considerando a importância do papel da educação para a construção de uma sociedade mais digna para todas as pessoas que a integram, a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, PROAF, da UFSB, tem desenvolvido ações voltadas a pauta trans.

A PROAF, em sua estrutura, conta com a Coordenação de Políticas de Promoção da Diversidade, CPPD, e com a Coordenação de Qualidade de Vida, CQV. A CPPD tem como objetivo estabelecer políticas e diretrizes destinadas a criar uma política institucional de combate às opressões, preconceitos e desigualdades. Já a CQV busca a integração interna da comunidade discente e desta com a sociedade, por meio da atenção e apoio as práticas ligadas à promoção da saúde, acessibilidade, esporte e lazer. A temática trans tem estado presente em ações organizadas pelos dois setores.

Durante o segundo semestre de 2020, a CPPD, com o apoio da Progepe, promoveu o curso Transgeneridades na Educação Superior. Ministrado pelas professoras Dodi Borges Leal (UFSB) e Jaqueline Gomes de Jesus (IFRJ), o curso de 30 horas foi planejado pelas ministrantes para capacitar servidores da UFSB. Contudo, devido a grande procura, as inscrições foram ampliadas para estudantes e público externo. As discussões sobre gênero, transgeneridades, direitos humanos e seus diálogos com o campo da educação foram enriquecedoras e oportunizaram aos participantes uma chance de grande aprendizado.

Já em 2021, durante o mês de janeiro – com seu dia 29 reconhecido como Dia Nacional da Visibilidade Trans, a Proaf seguiu com ações. A CQV desenvolveu a Cartilha Nacional de Serviços Públicos de Saúde para a Pessoa Trans. A publicação é o primeiro movimento da Coordenação de Qualidade de Vida para dar visibilidade a questões de saúde que envolvem as pessoas trans. A Cartilha, como seu título indica, reúne uma lista de serviços de saúde destinados às pessoas trans e tem o intuito de promover informação, encorajar a busca por qualidade de vida e autocuidado da pessoa Trans e suscitar reflexões sobre a pauta. O material encontra-se em processo final de revisão e deverá ser lançado em breve.

Outro assunto que mobiliza atenção da PROAF é a permanência das pessoas trans que estudam na UFSB. Diante disso, a CPPD está encaminhando duas ações voltadas a fortalecer as políticas voltadas para esta população. A primeira é um levantamento das pessoas trans que já estudam na UFSB, tanto ingressantes por meio das vagas supranumerárias reservadas em nosso programa de ações afirmativas às pessoas trans, quanto por meio das outras formas de concorrência as vagas. Através do link https://forms.gle/wxzMD5tzDRPk7tp49, já publicado no Instagram @ufsbdiversidade, as pessoas trans que estudam na UFSB estão sendo convidadas a preencher um pequeno questionário, permitindo que a instituição possa ter real dimensão do seu público interno.

A outra ação, posterior ao levantamento, é a criação de um edital, provisoriamente chamado de Vivências Trans, destinado a apoiar a permanência de estudantes trans em situação de vulnerabilidade social por meio da concessão de bolsas. A ideia é que a pessoa trans, sob acompanhamento de um orientador, faça o registro de suas vivências acadêmicas de forma científica, gerando conhecimento. Sandro Ferreira, Pró-Reitor de Ações Afirmativas, afirma que “a UFSB é pioneira na reserva de vagas destinadas a pessoas trans, que não chegavam a uma universidade por falta de acolhimento e pelos indicadores de acesso ao ensino básico, marcado pela exclusão deste segmento. Por isso é importante que possamos ter a real dimensão da população trans entre nosso corpo discente para que, diante da probabilidade de maior vulnerabilidade social, possamos cuidar desse acolhimento institucional, marcado pelas ações do programa TRANSforme a UFSB, iniciado em maio de 2018. A CPPD/PROAF seguirá buscando o diálogo interinstitucional para fortalecer as políticas de ações afirmativas e de permanência voltado às pessoas trans.”

 

Foto e texto: PROAF

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