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[CPF] - II Ciclo Afropindorâmico do NEABI-UFSB

Escrito por Malu Carvalho | Publicado: Segunda, 11 de Maio de 2026, 14h22 | Última atualização em Segunda, 11 de Maio de 2026, 14h47 | Acessos: 531

O que: II Ciclo Afropindorâmico do NEABI-UFSB

Quando: 26 e 28 de maio de 2026

Onde: campus Paulo Freire

 

NEABIII Ciclo Afropindorâmico do NEABI-UFSB acontece entre os dias 26 e 28 de maio no Campus Paulo Freire

Entre os dias 26 e 28 de maio de 2026, o Campus Paulo Freire, em Teixeira de Freitas, sediará o II Ciclo Afropindorâmico do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da UFSB (NEABI-UFSB). Esta edição, que traz como tema: “Aquilombamento e bem-viver ancestral: histórias, tecnologias e o direito de existir”, reafirma o papel desempenhado pelo Núcleo relativo à articulação coletiva, ação de pesquisa, extensão e a mobilização política e cultura com as Comunidades dos entornos.

O encontro reunirá estudantes, docentes, pesquisadoras(es), mestras(es) de saberes tradicionais, artistas, lideranças indígenas, quilombolas, religiosas e representantes de movimentos sociais em torno de reflexões, vivências e práticas voltadas às epistemologias negras, indígenas e afropindorâmicas.

Dando continuidade à primeira edição do Ciclo que marca a re-ativação do Núcleo, realizada no campus Sosígenes Costa, em maio de 2025, o evento, com sua característica itinerante, fortalece o compromisso da Universidade Federal do Sul da Bahia com uma educação antirracista, intercultural, inclusiva e socialmente referenciada.

Ao longo de três dias, a programação contará com mesas de diálogo, rodas de conversa, oficinas, apresentações artísticas, exposições, vivências territoriais e atividades culturais que articulam arte, educação, ancestralidade, ciências, território e direitos humanos. O evento busca ampliar os debates acerca das relações étnico-raciais, das políticas afirmativas e da valorização dos conhecimentos produzidos historicamente pelas populações negras e indígenas.

O tema desta edição propõe refletir sobre o bem-viver ancestral enquanto horizonte político, ético e coletivo. Em um contexto marcado pelas disputas territoriais, pelo racismo estrutural e pelas violências correlatas e que historicamente  sociedade brasileira, o Ciclo afirma o direito de existir, narrar e produzir futuros a partir de outras cosmologias.

Mais do que um evento acadêmico, o II Ciclo Afropindorâmico propõe uma experiência de encontro entre universidade e comunidade, fortalecendo vínculos com os territórios do sul e extremo sul da Bahia, reconhecendo os saberes ancestrais como fundamentais para a construção de outros horizontes de existência e formação.

A convocatória é aberta a toda a comunidade acadêmica e externa. Estudantes, docentes, técnicas(os), coletivos, movimentos sociais, artistas, educadoras(es) e demais interessadas(os) estão convidadas(os) a participar deste grande encontro de partilha, fortalecimento e construção coletiva. Já confirmaram presença e estão articuladas com a organização do evento diferentes agentes do território como a Universidade do Estado da Bahia (Campus X), que oferece regularmente turmas da Licenciatura Intercultural Indígena; o Instituto Federal Baiano (IF Baiano), com o seu Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas; e o coletivo cultural de Helvécia, território quilombola da cidade de Nova Viçosa que receberá in loco parte da programação.

O II Ciclo Afropindorâmico do NEABI-UFSB está sob coordenação e organização geral de Rosiléia Santana da Silva (NEABI / ÒLUKÓ DIDÈ - UFSB), com vice-coordenação de Daniel Silva Pinheiro (NEABI/UFSB / Espaço Colaborar Tx. de Freitas). Assim como, a organização geral da: Clediane Nascimento Santos (NEABI/UFSB), Anaquiri – Mirna Kambeba Omágua Yetê Anaquiri (NEABI/UFSB), Leila Oliveira Santos (NEABI/UFSB) e Miriam Silva, do Instituto Sociocultural Brasil Chama África. Além das instituições públicas já mencionadas, o evento contará com o fomento da reitoria da UFSB, do Centro de Formação em Ciências Humanas e Sociais (CFCHS/CSC), do Instituto de Humanidades Artes e Ciências do Campus Paulo Freire (IHAC/CPF), além do apoio de parceiros estratégicos como a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais do Governo da Bahia e o Observatório do ODS 18, entidade da UFSB dedicada ao monitoramento e produção de análises do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável da ONU voltado à igualdade étnico-racial.

Ubuntu!
Adupè! Awêry!

 

Texto: 

Rachel Azoubel Lima de Melo IHAC/CPF/UFSB.

Revisão e adaptação do Texto: 

Rosiléia Santana da Silva (NEABI / ÒLUKÓ DIDÈ - UFSB)

Daniel Silva Pinheiro (NEABI/UFSB / Espaço Colaborar Tx. de Freitas)

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