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Decanos eleitos tomaram posse em solenidade no Campus Sosígenes Costa

7 de julho de 2017   //   Por:   //   Notícia

O auditório Monte Pascoal 1 foi o espaço escolhido para a solenidade de posse dos decanos eleitos para o Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) do Campus Sosígenes Costa e do Centro de Formação em Ciências Humanas e Sociais (CFCHS). O evento ocorreu na quarta-feira (5).

A leitura dos termos de posse coube ao servidor Victor Gondim Britto, representando a Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP). Após as assinaturas dos documentos pelos novos decanos e pelo reitor, professor Naomar Monteiro de Almeida Filho, os integrantes da mesa iniciaram os discursos. Desejos de boa sorte no início dos mandatos e pedidos de aproximação e cooperação para enfrentar as dificuldades atuais impostas ao Ensino Superior federal estiveram presentes em todas as falas.

O representante dos servidores técnicos administrativos, Marcel Anderson Novais, desejou boa sorte aos novos gestores e manifestou o interesse dos colegas de categoria em colaborar para essa nova etapa de condução do campus. A representante discente, a estudante Jamille Souza Guedes, mencionou algumas dificuldades vividas pelos alunos dos colégios universitários, como exemplo de questões a serem atendidas pela gestão que inicia.

A professora Rosângela Pereira de Tugny, vice-decana pro tempore do IHAC, despediu-se do cargo com uma mensagem de agradecimento a colegas e estudantes e um pedido de união em face do momento adverso que o Brasil vive. O decano pro tempore do IHAC, professor Rogério Ferreira, apresentou em seu discurso uma breve prestação de contas de seu mandato. Ao falar da função do decano, apontou que é um cargo que exige serenidade e ponderação. Também destacou que o projeto da UFSB deve ser defendido por todos os integrantes da comunidade universitária. O professor agradeceu também à equipe do IHAC e especialmente à vice-decana Rosângela, pela parceria na gestão.

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O decano eleito para o IHAC CSC, professor Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes, falou em união

Aproximação com a comunidade e com a realidade extramuros foi um dos pontos expostos no discurso da vice-decana eleita para o IHAC, professora Ângela Maria Garcia. Essa ação deve ser combinada com a colaboração para a continuidade da consolidação da UFSB e com a contraposição a propostas restritivas à Educação, como o contingenciamento de verbas e políticas que retiram direitos. O tom do discurso do decano eleito para gerir o IHAC do Campus Porto Seguro, professor Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes, foi marcado pela emoção e pelos agradecimentos. Ele também mencionou o cenário brasileiro para reforçar o desejo de que a comunidade se una na busca de soluções para os problemas internos.

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A decana eleita para o CFCHS, professora Christianne Benatti Rochebois, agradeceu a confiança depositada pela comunidade durante a consulta

Na ausência do decano pro tempore do Centro de Formação em Ciências Humanas e Sociais, professor Carlos Caroso, a vice-decana pro tempore, professora May Waddington, falou do seu trabalho junto ao colega com admiração. A homenagem foi pontuada com relato de episódios vividos nas organizações de eventos como a SBPC, em 2016, na condução do Centro de Formação e em outras contribuições deixadas pelo docente. A professora Christianne Bennatti Rochebois, decana eleita do CFCHS, falou em seu nome e também pelo vice-decano, professor Roberto Muhájir Rahnemay Rabbani, ausente no evento. A tranquilidade que adveio da condição de gestora eleita também marcou a formação da parceria com o professor Roberto, afirmou ela. Essa serenidade deverá permitir uma gestão com diálogo e escuta junto aos servidores e estudantes, e uma contribuição para o fortalecimento do CF e também da UFSB.

Cenário externo requer união

Vice-reitora, profª Joana Angélica Guimarães da Luz

Novos gestores devem buscar trabalhar com união, apesar das diferenças, face ao cenário externo adverso, avaliou a vice-reitora

A próxima a falar foi a vice-reitora, professora Joana Angélica Guimarães da Luz. O destaque foi para a relevância do momento histórico de nomeação dos primeiros gestores eleitos pela coletividade de servidores e estudantes da instituição. Esse momento registra o avanço da universidade rumo ao status de instituição sólida. Para a vice-reitora, isso leva a pensar no aumento da autonomia desses novos decanos, e também na intensificação das demandas e cobranças que chegarão a eles. O ambiente difícil que as universidades federais vivem hoje também foi evocado pela professora Joana como fator que estimula a busca de união interna, mesmo com a diversidade e as divergências. A atuação na gestão é marcada pelas dificuldades, em especial aos processos de críticas. É também o momento de se encerrar a distinção de chapas e cooperar para o progresso da universidade, em meio ao cenário adverso que o Brasil vive atualmente.

Reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho

Trabalho deve se voltar para a consolidação da UFSB como instituição formadora de futuro, apontou o reitor.

O discurso do reitor, professor Naomar Monteiro de Almeida Filho, iniciou com a referência ao uso dos termos “posse”, nas sociedades latinas, e “inauguração”, no caso de instituições dos Estados Unidos, para refletir sobre os significados que aquele evento estava evocando. A segunda reflexão tratou do valor histórico do momento. Passou-se de uma etapa em que a UFSB tinha gestores convidados para a seguinte, na qual os novos gestores foram escolhidos pela própria comunidade. Naomar prosseguiu analisando a estrutura e a natureza da crise vivida no Brasil, o que especificamente provocou o contingenciamento e a interrupção da expansão prevista, suspensão de distribuição de vagas para concursos. O reitor concluiu afirmando que os próximos tempos exigirão um trabalho de união, apesar das diferenças internas, para oferecer uma postura ativa de resistência aos movimentos de restrição da consciência, de retorno de idéias de opressão, ameaça a direitos. A UFSB “é uma instituição formadora de futuro”, disse o reitor, e há uma responsabilidade com a criação de uma nova cultura política mais progressista.