I Semana da Mulher na UFSB: convergência de ideias e ações

6 de abril de 2017   //   Por:   //   Informativo

As diversas questões envolvendo a presença e a atuação da mulher na atualidade foram enfrentadas na programação da I Semana da Mulher na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Apesar do nome, as atividades realizadas de 5 a 11 de março nos campi de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas não foram as primeiras ocasiões em que a instituição sediou momentos de reflexão e de organização de alunas e servidoras frente a desafios como o machismo e a violência em suas variadas máscaras.

A Coordenação de Qualidade de Vida da Pró-Reitoria de Sustentabilidade e Integração Social (Prosis) é parceira de primeira hora das iniciativas voltadas ao empoderamento feminino. Em 2016, por exemplo, foi realizado o Sarau UFSB: Mulher em Cena, que fomentou a expressão artística e mesmo lúdica do pensamento a respeito dos temas debatidos no campo do feminismo, conta Ize Duque Magno, chefe do setor Cultural, Esporte, Lazer e Eventos, da Prosis. As vontades de discutir, refletir e aperfeiçoar a ação cotidiana seguiram germinando nos campi. O interesse floresceu na identificação de uma forte convergência, inclusive ideológica, das iniciativas planejadas nos três campi para a semana do dia 8 de março de 2017: “Ninguém estava com disposição para celebrar e receber flores pelo Dia da Mulher”, aponta Ize, servidora da equipe organizadora. A valorização da vida e a reflexão sobre os problemas que afligem mulheres eram constantes.

A agenda da I Semana da Mulher UFSB incluiu corrida de mulheres, oficinas e rodas de conversa que abordaram temas como o trabalho e a história de vida de D. Valdeci Santana, parteira, o peso dos relacionamentos abusivos, a presença das mulheres e os desafios que elas enfrentam no campo acadêmico e científico, técnicas de defesa pessoal, automaquiagem e beleza negra no CJA; o espaço “Círculo de Mulheres” que discutiu sobre o arquétipo da mulher selvagem, a solidão e a sobrecarga feminina, no CSC; e o espaço “Belo Dia“, uma feira com conteúdo informativo e de entretenimento dedicada às mulheres, no CPF. As ações ocorreram nos três campi e foram abertas à comunidade, em uma programação tecida pela Coordenação de Qualidade de Vida da Prosis, as coordenações dos campi Sosígenes Costa e Paulo Freire, o CABIS CJA e o coletivo Não me Dê Flores, formado por alunas do Campus Paulo Freire.

Ize afirma que a participação registrada nas atividades fomentou a expectativa de novos diálogos para a Semana da Mulher em 2018. Vontade e ideias para propor não faltam, garante, mas é importante que o protagonismo seja dos coletivos. Ela aponta ainda que a experiência permitiu registrar ideias como a formação de grupos de estudos feministas, a ampliação de atividades agregadas à agenda do Outubro Rosa, destinado à prevenção do câncer de mama, e o aproveitamento de eventos oportunos para inserir o debate contra o machismo e o patriarcado.

A participação da comunidade externa, ao mesmo tempo em que expôs as contribuições do ambiente universitário para repensar o cotidiano, também mostrou que há muito a fazer para a igualdade entre os gêneros. Nas rodas de conversa, nas oficinas e na corrida, realizada em Teixeira de Freitas, mulheres de todas as idades puderam falar, ouvir, refletir, aprender e agir em prol de si mesmas e de outras mulheres, materializando novos posicionamentos pelos direitos de todas e enxergando os potenciais de cada uma.