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Mestrado Profissional em Ensino e Relações Étnico-raciais foi aprovado pela Capes

11 de janeiro de 2017   //   Por:   //   Notícias

A proposta do Mestrado Profissional em Ensino e Relações Étnico-Raciais (PPGER) foi aprovada pelo Conselho Técnico-Científico da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com nota 3, indicando a autorização para o início das atividades. O resultado foi divulgado no site da fundação do Ministério da Educação (MEC). Na mesma reunião, o Conselho Técnico-Científico também aprovou o Mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental, proposta conjunta do IFBA e da UFSB (acesse a planilha neste link).

O quarto PPG da universidade teve sua proposta construída pelos docentes integrantes do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB), que soma dez integrantes, além de duas professoras da UNEB e da UNILAB. A oferta inicial será de 20 vagas para alunos, e as atividades letivas ocorrerão no Campus Jorge Amado (Itabuna). O objetivo é promover a formação continuada em serviço para docentes de qualquer área na rede de Educação Básica (níveis Fundamental e Médio), capacitando-lhes para a atuação em espaços de educação formal e informal, tendo como eixo temático as questões de natureza teórico-metodológicas sobre etnicidades e racismos.

O PPGER tem como área de concentração o Ensino de relações étnico raciais na perspectiva pós e decolonial, composta por duas linhas de pesquisa: 1. Pós-colonialidade e fundamentos das relações étnico raciais, e 2. Relações étnico raciais, interculturalidades e processos de ensino aprendizagem. O prazo para conclusão do curso é de 24 meses e o ingresso ocorrerá por meio de processo seletivo a ser divulgado posteriormente, para 20 vagas.

O edital de seleção está em construção e mais informações a respeito serão divulgadas assim que possível.

Diferenciais do PPGER

Conforme apresentação enviada pela equipe do NEAB (neste link), o PPGER vai problematizar as políticas públicas de enfrentamento das práticas de racismo existentes em diversos contextos sociais, assim como as questões que tratam de etnicidades, relações de gênero, religiosidades e outros temas relacionados às práticas culturais de matriz africana e afro-indígena-brasileiras. Esse foco foi definido com vistas à promoção da reeducação das relações sociais no contexto da Educação Básica.

A equipe destaca que o documento final da Conferência Nacional da Educação (2010), ao recomendar a ampliação da oferta de cursos de extensão, especialização, mestrado e doutorado sobre as histórias e as culturas afro-indígena-brasileiras nas instituições de ensino superior público, é um dos amparos legais para a proposta. O diferencial e o pioneirismo em relação a outras iniciativas é o foco na área de Ensino, onde a especificidade do ensino por disciplinas ou interdisciplinas é hegemônica. O PPGER é o primeiro da UFSB a efetivamente a ter como objetivo contribuir com a formação docente.

Outro destaque da proposta é que o PPGER, além de adotar o sistema de cotas raciais e para pessoas com deficiência, tem também como prerrogativa as cotas para pessoas trans* (travestis, transexuais e transgênero). A proposta metodológica inclui componentes curriculares, processo de residência em serviço, pesquisa aplicada a ambientes educacionais formais e não formais, seminários temáticos com docentes visitantes e execução de produto educacional final.